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quarta-feira, maio 10, 2006


Numa vertigem febril
Já não sei quem sou
Ou o que é alucinação
Vejo-me partido em mil
Estou só
Sem foco
Sem direção.
Suores do pavor
Absorvem a minha dor
Mas não há alívio.
Inflado por males múltiplos
não me entrego à inanição
Vejo-te em mim
Num dos meus pedaços
E ri, degola-me,
Zomba de meu afeto
De minha loucura sã.
Minhas mãos são flores
Meus dedos tentáculos nocivos
Que rasgam minhas vestes
E violam meu corpo
Buscam o alívio
A confissão
A expiação.
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site. Este texto está protegido por direitos autorais. A cópia não autorizada implica penalidades previstas na Lei 9.610/98.
Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.larissamarquesemprosa.blogspot.com/
Perdida em tuas unhas negras
Que quase revelam tua alma
Mergulho num fosso sem fundo
De onde não quero voltar
Já não ouço mais vozes
Não vejo mais gestos
Nem se dá conta do desprezo
Que me cabe
Restam de ti tuas linhas retas
Tuas caricaturas de overdose
Teu desencanto que beira ao encantamento
Tua vontade vazia de estar d’outro lado
E tuas unhas negras
Que bailam sobre meu olho absurdo
Que teimam em me guiar.

Agradecimentos especiais ao amigo Fernando Couto, modelo e idealizador da fotografia que ilustra o poema, que foi inspirado nesta imagem.

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segunda-feira, maio 08, 2006

Olhe dentro de mim
Analise minhas vísceras
Sente em seu trono
E diga-me francamente,
O que roubará de mim?
Do que precisa?
Procure nos cantos escuros
E nas luzes do meu ser
E se ainda houver
Algo valioso, leve!
E diga-me francamente,
O que mais arrancará de mim?
O que procura?
E na sua loucura
Não tente me tomar
Não estou a disposição
E sei no que acreditar
E diga que não quer nada de mim
Onipotente,
Volte de onde veio
Vá com sua supremacia
E me esqueça
Deixe o que é meu
E diga que não sou nada
E deixe-me viver em paz
Quero saber que pecado cometi
O que fiz de tão errado pra você
E o que te dá o direito de me julgar
E o que te faz perfeito.

A ilustração é de minha autoria.

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domingo, maio 07, 2006

Ruas negras rasgam a cidade
E minhas carnes moles
Sinto a civilidade rasgar minhas veias
E o alcatrão tomar meus olhos
Presos no horizonte,
Corre por minha cintura a avenida
Carros transitam pelas vicinais
Sou o cúmulo do excesso
Sou o túmulo de concreto.
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sábado, maio 06, 2006


Depois que parti de mim
Escrevo cartas intensas
Sem fim
Rabiscos tortos
Inúteis
E essa casca
Convalescente
Insiste em gritar,
Chorar, sofrer,
Clamar pelo que já fui
Mas esse que observa
Já não quer mais voltar
Busca ainda seu rumo
Está preso a esse tema
Fatídico e ignóbil
Como as canções repetidas
Em semitom
Não mais
Não mais.
A ilustração é de minha autoria.

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quinta-feira, maio 04, 2006


Teu colo é tão perfeito
Perco-me em teus desertos
Tuas falésias
Tuas chapadas
Teus cerrados
Tuas florestas assustadoras
Teria medo por certo
Mas o que tem é duvidoso
E gosto de aventurar-me
Quero teu membro rijo
O penetrar
O gozo.
Meus agradecimentos especiais ao fotógrafo Alexandre Costa, que fez essa foto especialmente para meu blog, deixando-me livre para criar um poema para ela!

Poderá encontrar mais da obra de Alexandre Costa no endereço:
http://contosecultos.blogspot.com/

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O temor dum tempo distante
Fazia ansiar pelo que me aguardava
Mas a vida se quebra em instantes
E me abandona, como escrava.

Na esperança de ser constante
Viajei nos olhos de quem amava
O temor dum tempo distante
Fazia ansiar pelo que me aguardava.

Mas o tempo, cavaleiro galante,
Seduzia, ludibriava,
Em meu pesadelo gritante
Ria-me, enquanto cavalgava,
O temor dum tempo distante.
A ilustração é de minha autoria.
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quarta-feira, maio 03, 2006

Aquarela

Fumei meus sonhos
E mais nada é realidade
Perdido na cidade
De concreto e pó
Mais um trago, proponho,
Hora do colapso nervoso
Da overdose de medo
Da síndrome vexatória
E antes que me disponha
Sejamos livres para morrer
E seguir pela estrada amarela
De uma linda aquarela
Repleta de tons
E se a morte não for o caminho
Que ainda sim tenha seu carinho
Na mesma estrada amarela
Daquela mesma aquarela
Repleta de tons.
Meus sinceros agradecimentos ao pintor Pedro Santos, autor da obra que ilustra meu texto, intitulada: "O Caminho Amarelo"
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terça-feira, maio 02, 2006


Julgo que nessa podridão
Ainda hei de ser feliz
Que a vida nesse fosso
Posso procurar
E no mais profundo de mim
Encontro a lótus
Nem quero mais a superfície
Agora, nessa solidão,
Penso que ainda hei de ser feliz
Mesmo que seja ouro do tolo
Não vou mais me torturar
Vou ficar aqui
Olhando-me
Como ainda não ousei me mostrar
Aceitando-me desabrochar.
Meus agradecimentos especiais ao fotógrafo Alexandre Costa, pela bela fotografia que já é poética por si só!
Poderá encontrar mais da obra de Alexandre Costa no endereço:
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Ama-me sem pudor
Enquanto ainda houver amor
Enquanto nos queimar a chama
Ama-me sem pudor

E quando não houver mais amor
Deixe a brasa nos consumir
E se ela se apagar
Ama-me pra se despedir.
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