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domingo, agosto 20, 2006

Sou poeta ruim
Da boca amarga
Cheia de pigarro
Não me comparem
Não sou Navarro
Tenho a boca suja
Não tenho pudores
Escrevo escárnio
Não amores
Que se danem
Cecílias e Coras
Qualquer escória
Quero e sou mais eu
Que se danem todos
Que se dane seu deus
Sou ateu.
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site. Este texto está protegido por direitos autorais. A cópia não autorizada implica penalidades previstas na Lei 9.610/98.
Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
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quarta-feira, agosto 16, 2006

número 7 - Otávio Augusto

Sabe o que me emociona nesse espaço? A interatividade, troco informações com pessoas do Amazonas ao Rio Grande do Sul, sem falar dos inúmeros amigos que fiz por todos os cantos desse mundo. Lugares que só terei condições de conhecer se minha vida mudar muito!

Como sempre me refiro a rede como um grande oceano, onde se navega muito e se aproveita pouco! Mas nesse mar de possibilidades encontrei um diamante, Otávio Augusto Marin Martinez, um desses casos raros, onde a gentileza, humildade e talento habitam num mesmo ser.

Nosso primeiro contato foi por ser fotógrafo e dizia ter uma foto perfeita para um poema meu: “A cidade ferve em faróis”, senti-me encantada por seu olhar diferenciado e suas imagens cotidianas. Acabei por ceder meu poema para a foto dele e vice-versa, um casamento mesmo, é como me refiro ao nosso trabalho.

Por curiosidade, comecei a ler seus textos e perceber que tinha talento, quanto mais eu lia mais extasiada ficava, por entender que quando Otávio me procurou, não precisava de meu poema, pois é um artista completo, além de fotografar, escreve impecavelmente.

Ao ler seu ensaio: “Origens da segunda Guerra Mundial e Reflexões sobre a ONU”, entendi que seu conhecimento ultrapassava minhas fronteiras, ao contrário de mim, ele é um acadêmico. Natural de São Paulo, formado em Relações Internacionais, com 24 anos, escritor e músico multi instrumentista, reside em Londres, onde pretende terminar seu Mestrado, tendo como foco de pesquisa os efeitos da globalização nas repúblicas pós-soviéticas.

Contista/ cronista, ensaísta, crítico de cinema e como ele mesmo diz, raramente poeta e prosador poético, Otávio encanta por ser um artista facilitador e atingível, digo isso porque seus textos não são truncados, sua obra é fácil de ser compreendida por leigos.

Como fotógrafo, diz acreditar que simples imagens cotidianas representam o registro mais fiel da realidade humana, e afirma não ser do tipo que fotografa monumentos ou rostos marcantes, e sim a vida em movimento, o sangue fervendo nas veias, as angústias, as lembranças nostálgicas e as esperanças de um futuro melhor.

Na entrevista, ao falar de seu estilo, citou várias influências, desde Shakespeare, Kafka até Virginia Woolf, Augusto dos Anjos. A meu ver tem estilo próprio, o que ele mesmo intitula de “DNA Otaviano”, é impossível encaixá-lo em um só movimento, pois como já disse Otávio é um artista multimídia, atual, antenado.

Ele é pesquisador e membro do grupo de estudos sobre a obra de Virginia Woolf da Universidade de Ohio (EUA). Inclusive, seus trabalhos mais recentes são alguns contos, que desenvolveu a partir destes estudos sobre a escritora.

Otávio Augusto é uma avalanche cultural, o que corre em suas veias é arte, o que o move é essa busca incessante, é realmente um Universo Pensante, e isso me impressiona muito! Vale a pena conferir sua obra!



Recomendo:
Marasmo Ideológico
Hugo Chaves: O retrato de uma esquerda decadente
Medo
A Arte de ser do contra
A Cinderela barbuda
Na sala com Virginia Woolf (I)
Na sala com Virginia Woolf (II)

Blogs:
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=3229
www.universopensante.blogspot.com


Sítios:
www.cronistas.com.br
www.mundocultural.com.br
www.sanesociety.org



Boa semana, e até a próxima!

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Dúvidas ou sugestões:
larissapin@hotmail.com

segunda-feira, agosto 14, 2006


Estou doente
Não há cura
Para meu mal
Sofre dores
Convulsões
Mas tarjas pretas
Não me salvam
Desisti.

Sou bizarro
Insensível
Invisível
Perecível
Compreensível
Equivocado
Odiado
Quase amado.

Sou ser que se dobra
A essa estranha realidade
Vertiginosa
Venosa
Vil
Vazia
Venal
Vã.
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quinta-feira, agosto 10, 2006

número 6 - Dudu Oliva

Mais uma semana, agora me sinto revigorada, pois tive tempo de ler e conhecer mais escritores, isso me faz muito bem. Vou falar de Eduardo Oliveira Freire, ou Dudu Oliva, nasceu em 1978, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Formado em Ciências Sociais e cursa Pós Latos Senso em Jornalismo cultural e se diz pretenso escritor.

A leitura de seus escritos é um prazer, pois ele trata do cotidiano, da correria, do distanciamento, da falta de tempo das pessoas. Já li alguns contos, crônicas e o mini-romance virtual “Cartas Íntimas”, onde um casal pouco convencional troca e-mails pela rede mundial. Tem um humor sarcástico, um tom irônico, a realidade é descrita com tanta naturalidade que acreditamos na vida, nos sentimentos escancarados, suas palavras, por vezes, de tão verdadeiras são vexatórias para seus personagens.

“Eu sou minha própria esfinge e me devoro, por não me desvendar na imensidão sem fim, que é o meu ser”, assim ele se descreve, mas aos meus olhos, Dudu se mostra nas entrelinhas, é sutil e apaixonante, trazendo ao leitor uma linguagem atual, compreensível e fluida.

O que me chamou a atenção nos trabalhos do escritor é a simplicidade, e como já disse de outro escritor, Eduardo quebra a regra de certos críticos que julgam menos importante a obra de escritores jovens.

Não esconde o desejo de publicar seu livro: “Contos de UM ASPIRANTE A ESCRITOR”, uma coletânea de contos diversos, que trata de vários universos de uma maneira que só ele sabe fazer.


O que sei é que Dudu Oliva é um jovem escritor, embora ainda não admita ou não assuma que é. Encanta-me com suas realidades rotineiras, que de tão simples nos fazem repensar-nos como humanos. Finalizando meu texto citarei uma frase dele, que ainda ecoa em meu peito e em minha mente: “Percebi que todos nós, seres humanos, somos um pouco bonecos. Ficamos num estado de não pensar. Eu, muitas vezes, passo horas sem fazer nada sentado na mesma cadeira velha".

Recomendo:
Cartas Íntimas
A grande deusa
Alguns trechos de seu pretenso livro Imperceptível, sob os títulos:
22/04/2004 e 05/03/2004
Os seus blogs:
http://dudve.blogspot.com/
http://dudu.oliva.blog.uol.com.br
http://cartasintimas.zip.net
http://oliveira-freire.blog.uol.com.br/
http://spaces.msn.com/entrevistaseartigos/blog/
Sítios:
http://www.bestiario.com.br/21_arquivos/contos_breves.html
http://www.bestiario.com.br/10_arquivos/contos%20curtos.html

http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_prosas.php?id_autor=2648&flag=nacional
http://kkfs.trix.net/delicatosenses/edicao10/dudu/clamando.htm
http://kkfs.trix.net/delicatosenses/edicao03/Dudu_oliva/Tenho_um_segredo.htm
http://webwritersbrasil.com.br/detalhe.asp?numero=1099
http://www.recantodasletras.com.br/autores/amando
http://www.escrevinhadora.com.br/site/leitor.html
http://www.rbsul.net/ideias/ideia14.htm
http://www.rbsul.net/ideias/ideia13.htm
Boa semana, e até a próxima!

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Dúvidas ou sugestões:
larissapin@hotmail.com

terça-feira, agosto 01, 2006


Poema para o dia 30 de julho de 2006


Pensei nos filhos de Cana
O vilarejo onde contam uma lenda
Que a água virou vinho, há tempos atrás.

Hoje, crianças viram sangue e massa disforme.

Por Deus!
Dor, adeus,
Ah, Deus, dor!
Ah, deusa dor,
Adeus.


Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:
http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/
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quinta-feira, julho 27, 2006


Às vezes me olho no espelho
Como que para encarar
Meus olhos tortos
E entender que ainda sou
Aquela menina
Que tinha medo de passar
Pela Avenida da Saudade
E ouvia o lamento dos mortos
E via o desespero dos vivos
Aquela menina
Que não queria ouvir
Que não queria ver
E o que me importa
Saber das conchas
Hoje, atenho-me aos caramujos,
Que diferença faz
Ainda sou aquela menina
Que andava sem rumo
E que um dia não fugirá mais
Terá teu leito
Na Avenida da Saudade.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/
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Estréia: “Dinheiro Grátis” de Michel Melamed

Estréia: “Dinheiro Grátis” de Michel Melamed

Em nota especial falarei do espetáculo “Dinheiro Grátis” de Michel Melamed, que entra em cartaz dia vinte sete de junho. Esse poeta, carioca, vinte e nove anos é meu ídolo, sendo assim não poderia deixar de convidar meus leitores que moram em São Paulo para prestigia-lo.

Com sua chamada para a estréia é: "Se tudo tem seu preço e o homem é tratado como mercadoria, vamos tratar, então, o dinheiro como gente", ele faz com que o espectador reflita sobre a banalização do ser humano, de suas relações sociais e da linha tênue que separa a ética e o mercantilismo.

Como no seu primeiro espetáculo “Regurgitofagia”, Melamed trata diretamente com o público que participa voluntariamente do espetáculo, conseguindo assim além da participação, a compreensão da mensagem que está explicita na peça.

Diz que seu teatro é uma transgressão em forma de conteúdo, e a julgar pelo sucesso de público, Melamed atinge seu objetivo.

Para quem mora em Sampa:
Dinheiro Grátis. 70 minutos de duração, maiores 14 anos. Tucarena, Rua Monte Alegre, 1.024, Perdizes. Sextas-feiras e sábados às 21 horas; domingos às 19 horas. O ingresso custa 40 reais e às sextas-feiras, 30 trinta reais. Em cartaz até trinta de julho.

sexta-feira, julho 14, 2006

número 4 - Claudio Eugenio Luz

Como o escritor da semana passada, encontrei Claudio Eugenio Luz, por acaso ao comentar um poema de um amigo em comum, e ao me deparar com seu “blog” apaixonei-me por seu estilo. Escritor, nascido em 1968, em Agudos, interior de São Paulo, e radicado em Santo André, no ABC paulista. Estreou sua vida literária - impressa em 2005, na revista Literatura número 30, editada pelo escritor Nilto Maciel, em Fortaleza, estado do Ceará.

Está preparando seu primeiro livro, intitulado “Perambulando pelo Caos”, mas como outros tantos escritores aguarda o olhar atento de alguma editora. Sua escrita é constituída de contos estonteantes, que retratam de forma rica, a infância, a urbanidade, interiores, interioridades e amores.

Seus textos breves e densos levam-nos ao paraíso e ao inferno de suas percepções individuais, mostrando-nos um mundo repleto de contrastes e simultaneamente regrado de coincidências aterradoras.

Com uma grande versatilidade mergulha em dramas fortes que retratam o cotidiano sob vários prismas, autópsias dissecantes de si mesmo, da massa, do povo sofrido e das favelas.

Destaca a vida nas cidades, as lembranças e vivências infantis, e os amores. Divide seus textos por “séries” específicas, mas não há um só conto que não traga a pluralidade de temas condensados em uma só história.

Tem uma linguagem informal que traz o leitor para si, e faz questão de não esconder suas opiniões ao usar em abundância a primeira pessoa em seus contos, dando um aspecto revelador e intimista.

Não é poeta, como os outros escritores que já destaquei, mas isso não o desmerece, sou poetisa e dou-me o direito de ver poesia em sua escrita. E como só me dou ao trabalho de comentar quem me agrada, Claudio é uma grata descoberta nesse mar de anônimos que é a internet.

Recomendo:
Decifra-me
Antes da queda
Il Primo
Vacas magras não dão crias


Sítios disponíveis:
http://www.releituras.com/ne_celuz_minicontos.asp
http://www.ocaixote.com.br/caixote08/08_contos_claudioel.html
http://www.eraodito.blogspot.com/archives/2003_05_01_eraodito_archive.html
http://www.sescsp.org.br/sesc/convivencia/oficina/integra_2contos.htm
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=39793&cat=Artigos

Blog:
http://www.canteirodeobras.blogspot.com/
Boa semana, e até a próxima!
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larissapin@hotmail.com

quarta-feira, julho 12, 2006


Todos me olham
Ninguém me percebe
Tenho tantas perguntas
Mas já não quero respostas
Conduzo minha vida assim
Esquecendo dele
Nem tomando conta de mim
Brigo comigo
Não tenho abrigo
Renego-me por gozo
Abro meu umbigo
Rasgo minhas vísceras
E não há sangue
Nem sofrimento
Vejo apenas desprezo
Sinto apenas
Vergonha.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/

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quinta-feira, julho 06, 2006


Um ovo explodiu em minha mente
Um ovo choco, eloqüente,
Ovo válido, impaciente,
Que teima em eclodir
Vezes e vezes, sem fim,
Pra dentro e pra fora
E era doloroso senti-lo
Toca-lo, compreende-lo.
Feria-me
Cortava minha carne
Zombava de minha ignorância.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/

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