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segunda-feira, junho 04, 2007



Impero-te soberana
Sou rainha de teus poros
Musa de teus pensamentos
Não respiras sem mim
Meus olhos te protegem de tudo
Minha boca profetiza tua história
Minhas mãos afugentam teu medo
Minha voz faz vibrar teu coração...
Só conhecerás a felicidade ao meu lado
Sou teu centro, teu absurdo
Meus ombros carregam tua vida
E cativei-te sempre
Para ter-te por completo, no fim.
Convido você, caro leitor a conhecer:

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quarta-feira, maio 30, 2007

(fotografia de Simon Pais)

Primeira elegia

a pena e a mente travam uma luta
do querer e não querer
debulhar o rosário de adoração
pelo homem
a pena revoltada
por não ser o centro
chora em mata borrões
pesados e nega-se à escrita
enquanto a mente produz
o mais perfeito verso
preso em algum céu de boca
desconhecido
vago visgo da falta de retórica
primeira de tantas que viriam
primeira elegia ao homem que fala
“Ai, ele fala, em meus ouvidos pagãos!”
sussurra em orações profanas
o sonho ladino de noites
não dormidas,
só quero ouví-lo
nos risos silenciosos ou não
na boca perfeita
no conjugar do gozo imperfeito
que procurei por largo tempo.
Convido você, caro leitor a conhecer:

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segunda-feira, maio 28, 2007

(Fotografia de Simon Pais)

minha língua negra
de escárnio e mal dizer
não se cansou de profanar os cúmulos
e fere
deliciosamente lambe
as vergonhas alheias
desnuda as virgens santas marias
descarna os sacerdotes puros
falseia
e ri de tudo
toda prosa se reinventa
cuspida e ardilosa
chama a dor de gostosa
e gargalha-se
do mal
minha língua preta
de tanto lamber o sapatos
agora é pura graxa de estação
que molha os trilhos
e leva ao tesão
cantem a língua da maldita
da senhora treva
que faz todos dançarem
em torno de si
olhos de fogo
hão de arder em seu sexo
e em chamas
chamará meu nome
sou a lama em que todos chafurdam
sou a cama em que todos se entregam
sou a gota menor
do veneno maior
sou língua profana
que a todos inflama.

segunda-feira, maio 21, 2007


ame-me mais algumas vezes
venere-me como um templo
de gozo efêmero
idolatre-me como se fosse um deus
pois estou de saída
não sei quando volto
não sei se volto
estou às voltas
com um novo mundo
cheio de vertigens
não sei se volto
nem me ame mais
por saber da verdade
não quero mais ninguém
comigo, ouvindo-me
se eu gritar
se eu gemer
se eu chorar
se eu morrer...
os dias que tivemos
foram gentis
mas deixe-me agora
num último beijo
e meu caminho estará livre
sem explicações
e se eu dormir
deixe-me outro beijo
farei só, meu caminho insano.

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quarta-feira, maio 16, 2007



queria te acordar hoje
como se fosse dia branco
como se esquecida de mim
quem dera não me lembre
que é mais um dia brando
repleto de falta tua
ignorando quem sou eu...

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segunda-feira, maio 14, 2007

(fotografia de Alexandre Costa)

a casa do homem
com suas portas abertas
sentidos todos e alerta
visão turva de lágrimas
de quem quer se sacrificar

a casa do homem
com suas janelas incertas
pele alva e repleta
boca serva e viril
de quem quer saciar

a casa do homem
com sua alma liberta
sangue fervilha, intenta
sexo altivo e cativo
de quem quer penetrar

a casa do homem
templo de afeto maior
que nada exige
além do gozo afável
de um corpo no luxo de tê-lo.

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domingo, maio 13, 2007

(fotografia de Alexandre Costa)


Laríssima pessoa
Descobri-me ontem
Singularíssima pessoa
Now I sing the song
Laríssima são todos
Singularíssimas pessoas
Laríssima, sou
Laríssima pessoa
.



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quinta-feira, abril 26, 2007



ensinou-me os paraísos
em todos os sentidos
aguçou minhas sensibilidades
debulhou imprecisas possibilidades
foi-se sem aviso
dilacerar novos seres...

e no negro da noite
esperei por ti
reinventei-te
em tragos descomunais
porções de haxixe
campos de papoulas...

e no negro da noite
entreguei-me a outros braços
a outros vícios
quis-me paraíso narciso
com cipós brotando nas narinas
seus olhos habitando minha vagina...

e no negro de meu ser
seu sexo ereto em minha boca
o martírio de vitórias-regias
em meus olhos
acordo sozinha
vazia de nós.

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edição final Ars Litera

Quando algum imprevisto acontece, tenho o prazer de sair um pouco da rotina. Tive o prazer de entrevistar um dos “conspiradores” da Ars Littera, Bruno Cardoso. Seguem trechos da entrevista:
Larissa:
Quem são os “conspiradores”?
Bruno diz:
Eu (Bruno Cardoso), Luiz Octávio, Márcio Vandré, Jimmy Jacques, Clarissa Villas Boas e você (Larissa Marques).
Larissa:
Por que a Ars surgiu?
Bruno diz:
A idéia, num primeiro momento era de fazer um blog com textos, mas acabamos desenvolvendo melhor a idéia e nasceu a Ars Littera.
Larissa:
Mas o que diferenciaria a Ars Littera dos outros blogs/ sítios de literatura?
Bruno diz:
Por ser uma proposta mais ampla, talvez, não são apenas textos na internet. A meu ver, a Ars Littera tem mais jeito de um movimento (por expor outras formas de arte) do que de um blog/sítio qualquer. Há ideologia, há intenção de modificar, de unir pessoas que têm o mesmo ímpeto que temos.
Larissa:
Porque Ars Littera?
Bruno diz:
Quem teve a idéia foi o Luiz, Ars Littera — é em si uma ironia, uma sutil chacota àqueles puristas da língua latina. Além disso, essa neologística expressão é uma súmula que une à palavra Arte a unidade que em fim é formadora de todo o legado cultural de um povo: o vocábulo letra, ou, no idioma romano, Littera. Assim está explicado no texto inicial do site. É algo que implica em "Arte Literária", embora literalmente não seja exatamente isso.
Larissa:
Acha que a arte, como elemento modificador, faz diferença num país tão carente de ideologia, como o Brasil?
Bruno diz:
Faz. Um país sem arte é um país sem cultura. E, independente de ideologias, qualquer movimento que se disponha a promover a cultura ou a criar coisas novas, é extremamente importante.
Larissa:
Os participantes,em sua maioria, são universitários, privilegiados, por que uma pequena parcela da população brasileira tem essa oportunidade. Acha que a educação é primordial para a mudança de atitude de um povo, ou a conscientização pode nascer por outras fontes?
Bruno diz:
A educação é essencial. Não adianta querer evoluir se não se tem uma base mínima de conhecimento. Mas a conscientização, num sentido mais amplo, pode até surgir de outras fontes, embora seja difícil contar com isso.
Larissa:
Acha que a internet, por ser uma mídia jovem, é menos contaminada do que a televisão?
Bruno diz:
É uma mídia mais livre. Não há limitações como em outros veículos, na internet se faz o que bem se entende e pronto.
Larissa:
Acredita que os incentivos fiscais e tecnológicos, voltados para inclusão digital, tornarão, em curto e médio prazo, a rede mais popular, menos elitista?
Bruno diz:
Eu espero que a internet se torne cada vez acessível para todos, embora não seja de nosso interesse ficarmos restritos a este único meio de comunicação.
Larissa:
Almejam outros meios de comunicação, além da rede? Quais?
Bruno diz:
Todos.
Bruno diz:
Menos a televisão.
Bruno diz:
Queremos todos. Impressos, virtuais, cinematográficos, tudo. Menos a estupidez televisiva.


Visite Ars Littera:
http://www.arslittera.com/

Boa semana, e até a próxima!

Agradecimentos especiais à Caroline Schneider, que gentilmente revisa meus textos.

O objetivo maior do meu trabalho é a troca, por isso há espaço para comentários no rodapé da página.

Dúvidas ou sugestões:

larissapin@hotmail.com

quinta-feira, abril 19, 2007

Óleo fervente
Cicuta
Escuta o mal invadir
Não feche os olhos
Não vai permitir
Assistirá tudo
Verá sua carne
Sendo preparada
E sentirá
O tremer involuntário
A contração dos nervos
Óleo fervente
Gota a gota
Em sua pele alva
E se gritar
Deus te salva?
Há opções
Tome a cicuta
E poupa-te de sofrimento
Aceita que essa é a sina
De quem vive
Tendo fé ou não.
Óleo fervente
Ou cicuta?
Veja o que te cabe
Tome prumo
Escolha
Ou deixe ser escolhido
Conforme-se com sua condição
Crente ou pagão
Seu corpo está entregue
Às dores mundanas
Hão de corroer suas esperanças.
Óleo fervente
Ou cicuta?

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