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terça-feira, junho 26, 2007


Príapo

Todos os meus sóis são regidos por ti
E minha translação difusa
Nada confusa, gira em torno
De teus quadris
Ah, tão gentis!
Em minhas rotações espontâneas
Meu eixo se faz aqui
Nem me importa tua boca
Se nada me diz, beije-me!
Quero teu colo
Teu acalanto
Teu falo, teu falo,
Tão falha sou
Em minha luxúria
Balzaquiana, mundana,
Ouso ainda gritar teu nome
Em vão
Quase que como o pão
Que não me pode faltar
É teu todo o meu sangue
Teus sentidos, meu motivo.



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domingo, junho 17, 2007


despiu-se de suas saias negras
por esquecer do que trazia
debaixo delas
rodou em seu terreiro
colocou fogo no mundo
vencidos
os olhos fitavam-se
esboçou um sorriso
fitou suas unhas carmim
pele alva
quase transparente
não queria saídas
queria desenrolar fitas
e ali, despida
morna, sem orgulhos breves
urinou-se, banhou-se,
sufocou-se
na tentativa de abrandar os braseiros
e passeou entre
a melancolia e a felicidade
teve vontade de gargalhar
mas não há mais o que escarrar
vestiu seu vestido de chita
e pôs-se a dançar.

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segunda-feira, junho 11, 2007


Vadio e vago
Canta meu verbo
Arredio de rimas
Preso em versos
Bravo e seguro
No atono tom
Falta-te sonhos
Odeia ilusões

Cândido e vencido
Amarelado e puído
Rasga-se em notas
Oxidadas como a vida
Vê o verso parido
Falho e carcomido
Que desce como baba
Viscosa e mal cheirosa

Tardio e avulso
Solto de impulso
Numa voz que se cala
E num descuido fala
Vá e sê livre
Rompe a dor interna
Instala-se nos cantos escuros
E nas sombras da ignorância.

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segunda-feira, junho 04, 2007



Impero-te soberana
Sou rainha de teus poros
Musa de teus pensamentos
Não respiras sem mim
Meus olhos te protegem de tudo
Minha boca profetiza tua história
Minhas mãos afugentam teu medo
Minha voz faz vibrar teu coração...
Só conhecerás a felicidade ao meu lado
Sou teu centro, teu absurdo
Meus ombros carregam tua vida
E cativei-te sempre
Para ter-te por completo, no fim.
Convido você, caro leitor a conhecer:

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quarta-feira, maio 30, 2007

(fotografia de Simon Pais)

Primeira elegia

a pena e a mente travam uma luta
do querer e não querer
debulhar o rosário de adoração
pelo homem
a pena revoltada
por não ser o centro
chora em mata borrões
pesados e nega-se à escrita
enquanto a mente produz
o mais perfeito verso
preso em algum céu de boca
desconhecido
vago visgo da falta de retórica
primeira de tantas que viriam
primeira elegia ao homem que fala
“Ai, ele fala, em meus ouvidos pagãos!”
sussurra em orações profanas
o sonho ladino de noites
não dormidas,
só quero ouví-lo
nos risos silenciosos ou não
na boca perfeita
no conjugar do gozo imperfeito
que procurei por largo tempo.
Convido você, caro leitor a conhecer:

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segunda-feira, maio 28, 2007

(Fotografia de Simon Pais)

minha língua negra
de escárnio e mal dizer
não se cansou de profanar os cúmulos
e fere
deliciosamente lambe
as vergonhas alheias
desnuda as virgens santas marias
descarna os sacerdotes puros
falseia
e ri de tudo
toda prosa se reinventa
cuspida e ardilosa
chama a dor de gostosa
e gargalha-se
do mal
minha língua preta
de tanto lamber o sapatos
agora é pura graxa de estação
que molha os trilhos
e leva ao tesão
cantem a língua da maldita
da senhora treva
que faz todos dançarem
em torno de si
olhos de fogo
hão de arder em seu sexo
e em chamas
chamará meu nome
sou a lama em que todos chafurdam
sou a cama em que todos se entregam
sou a gota menor
do veneno maior
sou língua profana
que a todos inflama.

segunda-feira, maio 21, 2007


ame-me mais algumas vezes
venere-me como um templo
de gozo efêmero
idolatre-me como se fosse um deus
pois estou de saída
não sei quando volto
não sei se volto
estou às voltas
com um novo mundo
cheio de vertigens
não sei se volto
nem me ame mais
por saber da verdade
não quero mais ninguém
comigo, ouvindo-me
se eu gritar
se eu gemer
se eu chorar
se eu morrer...
os dias que tivemos
foram gentis
mas deixe-me agora
num último beijo
e meu caminho estará livre
sem explicações
e se eu dormir
deixe-me outro beijo
farei só, meu caminho insano.

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quarta-feira, maio 16, 2007



queria te acordar hoje
como se fosse dia branco
como se esquecida de mim
quem dera não me lembre
que é mais um dia brando
repleto de falta tua
ignorando quem sou eu...

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segunda-feira, maio 14, 2007

(fotografia de Alexandre Costa)

a casa do homem
com suas portas abertas
sentidos todos e alerta
visão turva de lágrimas
de quem quer se sacrificar

a casa do homem
com suas janelas incertas
pele alva e repleta
boca serva e viril
de quem quer saciar

a casa do homem
com sua alma liberta
sangue fervilha, intenta
sexo altivo e cativo
de quem quer penetrar

a casa do homem
templo de afeto maior
que nada exige
além do gozo afável
de um corpo no luxo de tê-lo.

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domingo, maio 13, 2007

(fotografia de Alexandre Costa)


Laríssima pessoa
Descobri-me ontem
Singularíssima pessoa
Now I sing the song
Laríssima são todos
Singularíssimas pessoas
Laríssima, sou
Laríssima pessoa
.



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