segunda-feira, abril 15, 2013
Candy
sexta-feira, março 15, 2013
casca
com voz ocre
e fingir que não ouço
deitada sob seu peito
agudo e só, não me culpe
o silêncio é fardo
das dores que trago
como os golpes
que me infligira
ainda em seu ventre
por não chorar me calo
antes que me estupre.
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
corrupta
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
estátua de sal

terça-feira, janeiro 15, 2013
abnegação
entendo que tudo sucumbe ao fogo
quem poderá dizer antiga lama
que habita esse corpo
tão nobre linho e rasgada fama
encobre o pecado sem sorte alguma
entregue a homens tortos
de olhos ocos sem fortuna
aceito que tudo sucumbe ao fogo
além do vazio da alma
e do flagelo da carne
o silêncio habita no tutano do osso
trazendo caos e fúria
para quem vivia na calma
entendo que tudo sucumbe ao fogo
vi a salvação em seus olhos mouros
que no vazio inerte lambiam meu riso
roubavam meu couro
silêncio, vício e ócio
em nossa cama
aceito que tudo sucumbe ao fogo
um corpo ferindo outro
pela luxúria de ambos
e ambos se deleitam
tecendo fúria e corte
pelo prazer do escambo
terça-feira, dezembro 04, 2012
cansou-me a repetição de beijos doces

que se fizeram amargos com o tempo
as palavras que percorriam as sombras
e depois faziam sorrir
os louvores da mata
pelo selvagem em mim
o esquecimento
as ondas que abarcaram frias
a escuridão de minha alma turva
deixaram-me só em algum dia bom
e a queda da bastilha
não é mais que solidão
em gota de orvalho
quase dia
feneci diante das dores de cotovelo
de rimas duvidosas de falsos poeteiros...
que posso fazer diante da necrose do verbo?
o prazo de validade dos versos passou
estão perdidos, podres, impróprios para consumo
assumo-me frágil diante da impotência do músculo
da incompreensão poética e das verborragias.
domingo, novembro 04, 2012
rasga em mim inquietude de Pagu

que envolve minhas viscosidades
e preconiza a força de um ser em ebulição
quero gritar, e me calo
a palavra que me salvou de mim mesma
tomou-me a fala
consumiu-me em cada letra
quero-te leitmotiv
não tenho mais poesia.
quinta-feira, outubro 04, 2012
das mil vezes que morri

das expiações
que me submeteu
nada me importa mais
esperei meses por sua boca
e seu calar me traiu
ri e zomba de mim
não me preserva mais
dos infinitivos que amei
restou-me o pretérito
conjugado em meu peito
suas mãos
sua ausência e desprezo
me desgovernam
dos milhares de nãos
há ainda seu cheiro
que mal me libertei
é em mim
silêncio, dúvida
amor e caos
terça-feira, setembro 04, 2012
sou soberana do silêncio

habito os seus anseios torpes
e te levo comigo à viagens libertárias
talvez ouça-me em teu miocárdio
e extasie-se de ausências
ao me confrontar
mas sou nula e completa
substantivo feminino
singular
morte.
quinta-feira, agosto 09, 2012
sereno





