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domingo, novembro 04, 2007



Rubi
(epitáfio para um amor antigo)

Virgem carne pura
Das frutas, a primeira madura,
No teu rubro vivo
No teu fulgor ativo
Cai à terra,
Deixa enterrar-se,
Encharca-se de mundo,
Até ao teu máximo, profundo.
Não deixando perder a noção,
Mas divagando em tua própria dimensão.
Ah, outrora doce e viçoso,
De aroma inesquecível,
Jamais degustado,
O fruto intocado.
Nenhum beija-flor teve o prazer
De sugar-te o néctar ao florescer.
Jaz agora no leito inerme
Ferido e abocanhado por vermes.

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4 comentários:

alexandre disse...

Estou aqui matando a saudade de tuas palavras!
Beijos!

Edson Marques disse...

Larissa,


o mais belo epitáfio que já vi!


Pena que tenha sido para um "amor intocado"... rs!


Que ao menos tivesse vivido antes de morrer!


Abraços, flores, estrelas..

david santos disse...

Por favor!


A FILHA DO JUIZ

Punhos de oiro nas mangas da blusa da filha do Juiz,
Punhos estáticos na cama de Flavia,
Terá sido esta a justiça que o povo quis?
Haver mulher com filha cheia de tudo sem nunca andar grávida?

David Santos

*Caroline Schneider* disse...

Oi amada... vim me alimentar um pouquinho dos teus versos... risos! Saudades