
Rubi
(epitáfio para um amor antigo)
Virgem carne pura
Das frutas, a primeira madura,
No teu rubro vivo
No teu fulgor ativo
Cai à terra,
Deixa enterrar-se,
Encharca-se de mundo,
Até ao teu máximo, profundo.
Não deixando perder a noção,
Mas divagando em tua própria dimensão.
Ah, outrora doce e viçoso,
De aroma inesquecível,
Jamais degustado,
O fruto intocado.
Nenhum beija-flor teve o prazer
De sugar-te o néctar ao florescer.
Jaz agora no leito inerme
Ferido e abocanhado por vermes.
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2007. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site. Este texto está protegido por direitos autorais. A cópia não autorizada implica penalidades previstas na Lei 9.610/98.

4 comentários:
Estou aqui matando a saudade de tuas palavras!
Beijos!
Larissa,
o mais belo epitáfio que já vi!
Pena que tenha sido para um "amor intocado"... rs!
Que ao menos tivesse vivido antes de morrer!
Abraços, flores, estrelas..
Por favor!
A FILHA DO JUIZ
Punhos de oiro nas mangas da blusa da filha do Juiz,
Punhos estáticos na cama de Flavia,
Terá sido esta a justiça que o povo quis?
Haver mulher com filha cheia de tudo sem nunca andar grávida?
David Santos
Oi amada... vim me alimentar um pouquinho dos teus versos... risos! Saudades
Postar um comentário