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terça-feira, fevereiro 13, 2007




Uma rosa sabe o cerne da dor
Vive se despetalando
Abrindo mão de partes de si
Para o mundo, para o tempo
Que é tão curto
E quando não é arrancada,
Deflorada, doada em prova de amor
Em vida ou em morte
Uma rosa sabe o cerne da dor
Dá seu perfume, em troca de nada
O vento forte não a afaga
A apunhala inúmeras vezes
As gotas de chuva
Espancam-na sem pena
Levam-na ao chão
Sem que ela peça clemência
Uma rosa sabe o cerne da dor
Talvez mais um corpo
No meio de tantos
Que é despetalado
Extirpado de si
Arrastado, jogado ao tempo
Esquecido
Uma rosa sabe o cerne da dor.
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5 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Minha cara, se as rosas falassem... Sejamos todos rosas para saber o cerne de cada dor.

hábeijos

Augusto Sapienza disse...

Clap, clap, clap...

Muito bom, muito bom...

Não usaria palavras para tornar infame o meu estado no qual elas me faltam...

ClariDeggeroni disse...

Passo aqui para retribuir a visita que fizeste ao meu blog...
Demorei para encontrar o teu comentario pois escolhi nao recebe-los por e-mail.

Gostei do teu poema. Ve-se que es alguem muito sensivel, porem forte.
A rosa tem petalas frageis, mas tem espinhos para se defender.

Bjs

Edson Marques disse...

Larissa,


só vim te ler de novo.


Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.


Abraços, flores, estrelas...


Por falar em direitos autorais, veja, se puder, http://desafiat.weblogger.com.br

(meu caso com a Leo Burnett e a Fiat)

Edilson Pantoja disse...

Oi, Larissa!
Viver é doer. Talvez a brevidade seja uma compensação... Ou não?
Abraço!