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sexta-feira, dezembro 02, 2011

irrelevante


















é uma revolta concreta
uma dor ereta
que penetra, estupra

um vômito atônico
no mar de incertezas
reviro-me em poesia

uma batalha perdida
cada luta um verso
vencido, atônico

um atar de nós que não fiz
em distâncias que não percorri
de caminhos que desconheço

mas nem assim, cresço
quanto mais sou
menos me reconheço


vago em cantos
que não sou meus
utópicos, impróprios


sou gozo em primeira pessoa
do plural
calado, inválido.

2 comentários:

Leandro Jardim disse...

E minha Larissa segue intensa e entregue à sua poética :) bom de ver! bjs do jardim que voltou a blogar ;)

Larissa Marques disse...

beijo, Lindo!