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segunda-feira, junho 04, 2012

a folha

























vê como é livre a folha

que vai e vem

sem se prender

sem temer a voar

é a música do perder

e vai e desaparece

rodopia e reaparece

como uma contradança

entra em parafuso

e some e se vê

sabe bem dos sussurros

que o ar dá ao lhe levar

e a tola roda, roda

olhe a folha cansada

que se entrega a sorrir

sem se preocupar

com o que é

oh, pobre folha

que se atreve a voar

com a força do vento

e se contamina com

essa onda quente do vento

e está tão entregue

que já nem é

2 comentários:

CESAR CRUZ disse...

Larissa, seus poemas são enxutos como haikais, estilo do qual gosto muito.

Parabéns!
Cesar

Larissa Marques disse...

obrigada, Cesar Cruz, apetece-me o elogio e o cuidado ao perceber-me minimalista.