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terça-feira, dezembro 24, 2013

o Narciso e a estrela


reflito-me no lago
como se Narciso fosse
e fossilizada nesse
brilho reflito fria
nada pulsante, vago

ele lambe e beija
sua própria luz
refletida em eco
mal me vê perdida

sob o derradeiro
feixe declara-se
ao seu reflexo
iluminado e cego

quantas noites sem lua
estarei no lago
à espera de um único
e lascivo olhar?

Um comentário:

Ivan Silva disse...

Outro belo poema... propondo novos olhares e sentidos. O despertar eu diria.