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terça-feira, dezembro 04, 2012

cansou-me a repetição de beijos doces























que se fizeram amargos com o tempo

as palavras que percorriam as sombras

e depois faziam sorrir

os louvores da mata

pelo selvagem em mim

o esquecimento

as ondas que abarcaram frias

a escuridão de minha alma turva

deixaram-me só em algum dia bom

e a queda da bastilha

não é mais que solidão

em gota de orvalho

quase dia

feneci diante das dores de cotovelo

de rimas duvidosas de falsos poeteiros...

que posso fazer diante da necrose do verbo?

o prazo de validade dos versos passou

estão perdidos, podres, impróprios para consumo

assumo-me frágil diante da impotência do músculo

da incompreensão poética e das verborragias.

3 comentários:

Renato Ziggy disse...

e em meio essa necrose a Poesia gritou... de uma intensidade que os versos fielmente trataram...

Larissa Marques disse...

grata por comentar, caro.

Edrin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.