Pesquisar este blog

segunda-feira, maio 05, 2014

insone



feche os olhos agora
e tudo está cheio dos cantos da noite
alcançando planaltos e vales
poupando apenas nossa estrela

sinta o canto escuro
que ecoa em nosso corações
distantes e cansados de sonhar
ansiando por verdades tolas

feche os olhos e ouça
os pássaros que cantam para amantes
e amores fadados
à dor e à tristeza

sinta o acalanto negro
que só o albor matutino apaga
e despreze todo o resto

sinta minha mão sobre a sua
mesmo estando assim
tão apartadas nossas carnes

somos ecos amorosos
cantigas que sombreiam
o silêncio da aurora

Um comentário:

Ivan Silva disse...

Intenso canto que sobrevoa mares e cidades! Agonizante escuridão onde corações exaustos são vagalumes-brasas em surreais lábios! Sem palavras... seus versos são incríveis!