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quinta-feira, abril 26, 2007



ensinou-me os paraísos
em todos os sentidos
aguçou minhas sensibilidades
debulhou imprecisas possibilidades
foi-se sem aviso
dilacerar novos seres...

e no negro da noite
esperei por ti
reinventei-te
em tragos descomunais
porções de haxixe
campos de papoulas...

e no negro da noite
entreguei-me a outros braços
a outros vícios
quis-me paraíso narciso
com cipós brotando nas narinas
seus olhos habitando minha vagina...

e no negro de meu ser
seu sexo ereto em minha boca
o martírio de vitórias-regias
em meus olhos
acordo sozinha
vazia de nós.

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4 comentários:

Alexandre disse...

Belíssimo e forte poema. Uma homenagem e tanto!!!

Lunna disse...

Estou arrumando meu blog, incluindo os links e como costumo fazer, estou passando para avisar que linkei você. Caso tenha algo contra: (olha o suspense) fale agora ou se cale para sempre...
Beijos no final da manhã de sol, sem nuvens e sem meu velho bom humor da madrugada (risos).
Lunna

Otávio M Mártinezi disse...

Pode acontecer o que acontecer, você continuará sendo uma poeta cara, de talento e habilidade ímpar, acredite ou não. Uma poeta que reside catalogada ao lado de Cecilia em minha biblioteca. Acho inclusive que você tem capacidade suficiente para alçar novos vôos, novas formas na tua poesia.

Antônio disse...

Seus poemas são agridoces, punjantes.

Antônio Alves