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quinta-feira, julho 27, 2006


Às vezes me olho no espelho
Como que para encarar
Meus olhos tortos
E entender que ainda sou
Aquela menina
Que tinha medo de passar
Pela Avenida da Saudade
E ouvia o lamento dos mortos
E via o desespero dos vivos
Aquela menina
Que não queria ouvir
Que não queria ver
E o que me importa
Saber das conchas
Hoje, atenho-me aos caramujos,
Que diferença faz
Ainda sou aquela menina
Que andava sem rumo
E que um dia não fugirá mais
Terá teu leito
Na Avenida da Saudade.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/
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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:http://www.calamidadevisceral.blogspot.com/

7 comentários:

Leandro Jardim disse...

"E que um dia não fugirá mais
Terá teu leito
Na Avenida da Saudade."

nesse dia a paz acalma a cama!

muito lindo, poema e mensagem... a vida nao é fácil, menos ainda a saudade... mas só arde porque se sente... é, por fim, o que nos faz gente!

rubo jünger medina disse...

Sim... aquela menina. Sinônimo de pureza, inocência que o tempo ainda nao corroeu.
Feliz em saber vc aqui.
Abraços.

Márcio Bezerra disse...

"E ouvia o lamento dos mortos
E via o desespero dos vivos"

ouço isso hoje querida, tristemente, foi bom passar aqui, beijos...

brasil disse...

A alma sofrida num mundo como o de hoje é característica comum do poeta, mesmo brincando com as palavras...
Mas eu prefiro ver a Clarisse bricando com a felicidade, com a transparência da alma, com a leveza do coração...

Augusto Sapienza disse...

Seu versejar é bem envolvente...
Seu poema é letra que acrescenta a alma...
Parabéns... Beijão

Claudio Eugenio Luz disse...

Minha cara, atravessamos tantas avenidas nessa curta vida...Às vezes nos encontramos, outras desaparecemos.

hábeijos

l. rafael nolli disse...

Larry, lindo mesmo o poema! Menina, enviei meu livro pra ti a uma semana, será que já chegou? Dê noícias! Abraços e parabéns!