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terça-feira, outubro 24, 2006


Sonha, que teu desejo é vão,
Ama, que teu sonho é vão,
Vive, que teu amor é vão,
Grite, que tua vida é vã,
Cale, que teu grito é vão,
Morra, que teu silêncio
É o que te cabe
Neste mundo sem perdão,
Perdoa, que tua morte é vã,
E vá, que tua ida
É apenas despedida
Do que tanto te aborrece.
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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.calamidadevisceral.blogspot.com/

14 comentários:

Vera almeida disse...

Engenhoso jogo de palavras.

Bela Lachter disse...

gostei e voltarei!

Edilson Pantoja disse...

Me fez lembrar de uma tirinha num livro de gramática: um personagem, diante do abismo, pronuncia "Adeus, mundo cruel!", ao que responde uma voz do alto "Já vai tarde!" No último quadro, já a despencar, o personagem olha desolado para o leitor e diz: "Eu não tenho razão?"
Abraço!

Anônimo disse...

Este é um cenário difícil de se viver mesmo, muito desolado e pessimista. Mas é um poema forte assim como você.

Claudio Eugenio Luz disse...

Complementaria com o trecho de um outro poema:
Cala, e não haverá desgraça. Oculta-te e fica de lado: Não te agites pra cá, pra lá, não te enerves, bico calado. É isso aí: cai no trabalho e, pouco a pouco, dança, dança.(...) Talha a mortalha e vai pra lá, pra lá, onde não há desgraça.

hábeijos

Larissa Marques disse...

Ficou lindo com sua complementação, se puder publicar como um dueto, é só avisar!

Leandro Jardim disse...

Larissa, o que é que é isso?! Muuuuuuuuuuuuuito bom! mas que dureza! você é muito fria e dura em seus poemas, caraca! Ah, e brilhante também... fiu!

BeiJardins

Joana Corrêa disse...

como uma luva.
como uma luva.
como uma luva.
obrigada!
lindo.
beijos!

Ronan Nascimento disse...

Bela construção, você já leu alguma coisa do William Blake? Não consigo lembrar o nome do poema que fez um link na minha cabeça.

freddie fernandes silva disse...

A fuga do que nos aborrece: parece ser essa a nossa sina, não acredito que seja pessimismo, talvez seja o que nos impulsiona... Sonhar, amar, viver, gritar, calar, morrer, perdoar... Já pensou se tudo se resumisse a um verbo apenas? Parabéns!

André Lasak disse...

Muito bonito, isso!

Beijão!!!!

Otávio M Mártinezi disse...

Incrível sincronia. Parabens, moça!
Beijos

paulo vigu disse...

Oi Larissa - Aporto aqui no seu quintal pra apreciar a sua fonte e saio agendando voltas. Porque gostei. Porque sonhar, amar, viver, gritar, calar são verbos demais, são sentidos demais e depois da ponte ainda surgem morrer, perdoar e ir. Que a nave seja infinitiva. Riodaqui/ beijo aí/ Paulo Vigu - Mergulhe lá

Cristiano Neto disse...

Larissa,

Muito bonito. Forte, revoltado, inconformado, mas muito inspirado.

Voltarei aqui mais vezes, mas espero te encontrar mais no bar...
Aliás, espero um dia ter uma folga para ir ver aquele sarau aí em Brasília que tanto já disseram no Bar... Bração, ficanapaz!