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quarta-feira, abril 19, 2006


Ah, aquele tempo que não volta mais
E essa saudade iludida
Que teima em angustiar-me
Que volta do mar do esquecimento
Em ondas espumantes no mar
Em brumas flutuantes no ar
Ah, essas lembranças que não me largam
E alagam meu peito
Com o saudosismo de outrora
Que vingam agora no descontentamento.

Ah, aquela carcaça náufraga no oceano
É preciso ir fundo para encontrar-me
Fragmentos do que um dia fui
Cacos de um ido e submerso
Passado feliz
Pedaços de um eu que não sou mais
Ah, esse tormento que me persegue
E que logo me esqueço
Pois a saudade e a dor vêm e vão
E vagam agora no meu esquecimento.



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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.larissamarquesemprosa.blogspot.com/

9 comentários:

croqui disse...

Olá, gostei muito deste poema, bem como todos os outros que tive oportunidade de ler... vc escreve muito bem, parabéns!!!

...e obrigado pela visita no meu blog!

Warum Nicht? disse...

tenho que repetir:
"muda para permanecer."
.
abraço.

La Pincoya disse...

Hola, no entiendo mucho del portugués, gracias por tu visita en mi modesto blog...una duda: como llegaste hasta allá???
Cariños desde el sur de Chile.

Edilson Pantoja disse...

Conheço alguém com dilemas algo próximo desses.
Abraços de Belém!
Capítulo novo!

Rosario Andrade disse...

Bom dia Larissa!
Foi um gosto recebe-la no meu cantinho. Desculpe so agora a visitar mas estou de férias e por isso menos dedicada ao mundo virtual.
O seu blog é lindo... mais um daqueles cantinhos onde a lingua portuguesa e os sentimentos se sublimam! Voltarei com mais tempo...
Bjicos grandes!

Alexandre disse...

Ah! Saudades do que não volta mais. Saudades? O tempo! Meu deus como isso fica sem sentido quando nos perdemos em devaneios e saudades cruas. Eu tenho saudade do passado, mas esperança no futuro. Belo poema Larissa.

Alexandre disse...

Larissa! Ficarei orgulhoso de estar linkado em seu blog. Obrigado!

Alexandre

Claudio Eugenio Luz disse...

Descer as profundezas do oceano, sempre nos torna um pouco mais humanos.

hábeijos

claudio

Otávio M Mártinezi disse...

é o dilema da continuidade, é a sequência irreverssível e involuntária que persiste em nos carregar ao vento ao ritmo de um ponteiro de relógio, não sei para onde, nem sei porque.