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quinta-feira, abril 20, 2006


Inocência

Brincava com o vento indeciso
Não pensava em solidão
Não pensava em destino
Tinha todos os sonhos
E cantava com o vento...

Brincava com o vento indeciso
Não pensava em hora
Não pensava em morte
Tinha todos os dias
E sonhava com o amanhã...

Brincava com o vento indeciso
Não pensava em furacões
Nem em tormentas
Tinha todo o querer
E queria crescer...

Já não brinco com o vento
Já não ouço sua voz
Já não corro mais
Cresci, mas minhas raízes são profundas,
Meus galhos duros e secos.

Já não danço mais
Já não me entrego
Já nem quero mais
Estou cansada de tudo
Até de almejar a paz.

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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.larissamarquesemprosa.blogspot.com/

5 comentários:

Alexandre disse...

Muito bonito. Achei um pouco melancólico, mas poesia não se discute, se absorve!

Bjs

*CAROL* disse...

Ai, que essa mulher anda nostálgica... rsrs
Beijos, querida

Claudio Eugenio Luz disse...

O poema lembrou-me do filme "Abril Despedaçado" - duro, porém, essencial.

hábeijos

claudio

eduardo disse...

Maravilhosamente belo.
È uma poeta de mão cheia.
http://cartasintimas.zip.net

http://dudve.blogspot.com

Warum Nicht? disse...

terceira idade, né?