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sexta-feira, março 17, 2006

(ele)
O que vê agora
Neste êxtase
Neste simulacro do real,
É a beleza e a leveza dos anjos,
Ou o escárnio de demônios?

(ela)
Não vejo, estou vendada,
Liberta de meus olhos aflitos,
Sinto-me em um sonho que paira
Entre a singela sentença angelical
E o delírio mais profundo e violento.

(ele)
Como nada vê
Nesta orgia de sentidos
Nessa privação da luz,
Percebe a entrada da vida,
Ou a invasão da morte?

(ela)
Sinto teus dedos doces,
Passeando sobre meus lábios,
Tua boca faminta em minhas carnes moles
Uma loucura ainda discreta
Num suplício inefável da ansiedade.

(ele)
A inquietação que te toma
Abateu-se sobre mim,
Não sabe quem sou, nem sei quem és,
E são meus toques vigorosos que sente
Teu ouvido é meu oratório, te desejo.

(ela)
Tua voz atravessa meu corpo
E toca meu sexo
Amplifico-me em tua boca
Neste ritmo contínuo e prazeroso
Desejo teu falo, meu gozo.

(ele)
Penetro teu corpo e tua alma
Sua saciedade me liberta e acalma
Quero teu cálice e tua fruta
Quero tomar teu gozo
E lamber tua gruta.
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7 comentários:

Isac disse...

nossa. cenas impressionantes. preciso manter a calma agora rs. Abraço du Isac.

Claudio Eugenio Luz disse...

Como um desejo a percorrer o corpo e a alma deixando seus rastros espalhados pelos cinco sentidos.

hábeijos

claudio

eduardo disse...

Maravilhosamente belo e sedutor...
Quando crescer, quero escrever que nem a você.
http://cartasintimas.zip.net

Alex Mendes disse...

Legal, parece um "Cantares de Salomão", só que impublicável na Bíblia.

Fernando Couto disse...

gostei muito, seu instinto para escrever sobre tais assuntos, me encanta. beijos

Maurélio Machado disse...

Larissa,linda e sensualíssima poesia em dueto de amor e paixão.Vibrei. Abraços amiga.

Warum Nicht? disse...

ótimo será quando te libertares da ditadura da rima, deixando este lirismo fluir, sem carapaça...
um abraço!