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segunda-feira, março 13, 2006


Está suspenso entre o bem e o mal
Flutuas lúgubre,
Entre o jugável e o tangível
Suas têmporas sábias,
De tão sábias chegam a ser belas
E seus olhos azuis apenas contemplam
O inimaginável.
Não é alguém que brota
Nos sóis matinais,
Nem nas luas soturnas,
É Saturno, Urano, quem sabe...
É além do que sei,
Do que compreendo.
Está além dos jardins,
Das florestas,
Das grotas,
Dos coqueirais,
Dos cerrados,
Dos manguezais.
É a própria paz,
Traz em si uma nobreza tocante
Que faz ferver as idéias,
Mas palavras, adjetivos parcos,
Superlativos tendenciosos,
Não contemplarão seu ser abastado do mundo
E sendo assim parece-me inútil
Dizer-te o que é indizível,
Inalcançável.


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9 comentários:

Túlio Henrique disse...

O dualismo é um conceito mítico, porém o homem se apropriou dele para marcar sua imponência sobre a ignorância das massas desprovidas. Vc conseguiu colocar lirismo e racionalidade dentro de um poema que talvez nem tenha a consciência de sua magnitude! Abraços!... Ops! Poéticos! rsrsrsrs

Anderson Alcântara disse...

A Larissa me surpreende. Falando nessas coisas difíceis de uma forma bonita. Parece até tabeliã de tão sabida. rss. Seu talento está suspenso entre o mal e o bem. É algo novo, que foi inventado para ficar perambulando no vácuo deixado por estes dois. Realmente, bom.

Maurélio Machado disse...

Larissa, coisas inalcançáveis são muito desejadas. Lindo me sensível poema,tanto quanto seu comentário e visita ao meu cantinho. Bjss amiga, adoro ler-te.

Angela Lara disse...

Larissa, que bela poesia! És mágica e desenhas belas imagens nos teus versos, nos fazendo viajar em cada entrelinha.

Paulo Izael disse...

Bela poesia que instiga o soturno e vivencia um emaranhado de solicitudes que cercam o desconhecido! Grande abraço, miss Marques!!!!!!!!!!!

Victoria Magna disse...

Quando a luz se faz muito intensa e brilhante diante do ser humano,não há palavras para decifrá-la ou julgá-la...

*CAROL* disse...

Não poderia deixar de cumprimentá-la por tão belos versos.
Um beijo e boa semana.

Claudio Eugenio Luz disse...

Poxa, entre dualismos vai tocando braços, pernas e corações.

hábeijos

claudio

eduardo disse...

Marabilhoso o poema, adorei.

http://dudu.oliva.blog.uol.com.br