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sábado, março 11, 2006


Rosas murchas a me velar
Cadáveres de rosas
Enfeitam meu funeral
Aguardam emocionadas,
Afoitas, ansiosas,
O confronto final
Entre o larval e o visceral.
Cantos de luto para orar
Soluços e gritos num chorar,
Não percam seu tempo
Infames,
Não cantem à luz
Por que sou das sombras
O que me sobrará
É o torrão que cada um
Hei de me dar.
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4 comentários:

william disse...

se os poemas te tiram até o sono, então vc nunca dorme: é todo dia algo novo! onde vc arruma tanto tempo e tanto assunto, pode me dizer?

o confronto final entre o larval e o visceral foi foda... dá pra imaginar os vermezinhos branquinhos se arrastando dentro do corpo apodrecido...

Bruna Maria disse...

Oi Larissa! Belo poema. Sei blog é ótimo, a escolha das fotos também. Obrigada por me visitar, um beijo!

Larissa Marques disse...

Oi Willian, confesso que a maioria dos poemas que posto aqui são meus "queridos", já são composições mais antigas, pelas quais tomei uma afeição, por que não gosto muito de nada que faço, mas tem um espaço para meus links, do lado direito da tela, click no segundo com meu nome, conhecerá mais de uma centena deles.
Obrigada por se preocupar com meu sono, mas para ser franca durmo pouco, risos. Acho perda de tempo dormir.

Paulo Izael disse...

Adorei-o, a arte. Gosto muito do tema. Beijos, gênia da poesia!!!!!!!!!!!