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sexta-feira, março 31, 2006

Vê a noite que caiu em teu corpo frio
Sente o manto do vazio que toma teu ser
Venha e despose essa serva
Que só viveu por ti
Beija a boca seca de quem já foi
Sem me perceber, e sonha,
Vai te sem júbilo,
Vai te sem drama
Tome como cárcere
A terra, as pedras,
O pó de teus antepassados,
Vai-te.
E não abra teus olhos
Para espiar minha dor
Nem veja teu filho gritar
Em meu ventre,
Nem sonhe com o que seria
Ficar aqui.
Conserve sempre
Esse rosto calmo
Diante de minhas adversidades
Não sonhe meus sonhos
Pois sempre foram tão teus,
Vai-te.
Faça uma ode a tua solidão,
Não estou só...
Velei teus olhos sobre
À noite de lua nova
No vale dos esquecidos
Chorei teus olhos
Toquei tua boca
Prostrei-me junto de ti
Curvei-me em ti, e senti os ecos de tua alma,
E agora, peço,
Vai-te.


Agradecimentos especiais ao fotografo Paulo Brasil, autor da fotografia que ilustra meu poema. Você poderá ver mais trabalhos do Paulo Brasil no endereço:http://www.flickr.com/photos/tags/paulobrasil/
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5 comentários:

*CAROL* disse...

Adorei... "senti os ecos de tua alma"... viajei nesta linha... [a poesia é meu ópio, rs]
Beijo

Claudio Eugenio Luz disse...

Como bem disse a Carol - as palavras podem ser o ópio para a gente ver um pouco melhor a realidade a nossa volta.

hábeijos

claudio

Bill disse...

Linda poesia, linda mesmo.

À noite de lua nova
No vale dos esquecidos
Chorei teus olhos
Toquei tua boca

Nossa... que sentimento, notei que não tem titulo, ou me distrai ?

:**

Larissa Marques disse...

Não tem título.

Warum Nicht? disse...

hey, baby!
lágrimas de sangue?