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sexta-feira, maio 26, 2006


Embala-me em teu berço absurdo
De concreto e fumaça
Tuas samambaias nas encostas
Lembram-me a mata
Tua música singular
Teu canto caótico
Faz-me ninar
Entre carros, televisões, visões,
E máquinas.
Sou teu filho bastardo
Não desejado
Em um canto largado
Metrópole, eu chamo-te mãe,
Mas é esfinge
E não te decifro,
Devora-me.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:
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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.larissamarquesemprosa.blogspot.com/

8 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

A arte de decifração da metropole é complicadissima; porém, vamos procurando encontrar sua tradução.

hábeijos

Aerodrama disse...

O caos que nos envolve não permite compreensão. Esperto são os que aproveitam com prazer o ato de ser devorado.

Muito bom teu escrito, a construção da idéia ficou perfeita!

Um grande abraço,
Aerodrama

Leandro Jardim disse...

Genial!!!

Eu também vivo essa relção agridoce (sic) com a Metrópole!

Muito legal, tanto o corpo quanto final... quando acabar a trilogia do lamento vou postar lá uma sobre isso...

bjs

Alexandre disse...

Decifrar cidades é decifrar vidas...elas são cheias disso!

l. rafael nolli disse...

Larissa, visitei o Caleidoscópio e achei genial o espaço, priorizando autores novos que utilizam os blogs como ferramenta de divulgação! Sem dúvida nenhuma essa iniciativa de jornalismo literário só engrandece o meio virtual. Sobretudo se pensarmos que ainda, infelizmente, existe um certo preconceito acerca dos Blogs. Os saudosistas do papel, os cidadãos de visão estreita que ainda acha que blog tem como única e exclusiva finalidade de diário adolescente. Será um prazer participar! Abraços!

paulo brasil disse...

sempre me encontro em seu texto.
mesmo que seja apenas em uma das frases.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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