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segunda-feira, maio 08, 2006

Olhe dentro de mim
Analise minhas vísceras
Sente em seu trono
E diga-me francamente,
O que roubará de mim?
Do que precisa?
Procure nos cantos escuros
E nas luzes do meu ser
E se ainda houver
Algo valioso, leve!
E diga-me francamente,
O que mais arrancará de mim?
O que procura?
E na sua loucura
Não tente me tomar
Não estou a disposição
E sei no que acreditar
E diga que não quer nada de mim
Onipotente,
Volte de onde veio
Vá com sua supremacia
E me esqueça
Deixe o que é meu
E diga que não sou nada
E deixe-me viver em paz
Quero saber que pecado cometi
O que fiz de tão errado pra você
E o que te dá o direito de me julgar
E o que te faz perfeito.

A ilustração é de minha autoria.

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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.larissamarquesemprosa.blogspot.com/

8 comentários:

Rubo Jünger Medina disse...

Larissa, a ilustração feita por você, ao meu ver, revela submissão e revolta, o que a gente vai percebendo do decorrer do poema.
Beijos.

Alexandre disse...

Uau! Que desabafo hein?!? Mas, quem em perfeita consciência faria isso a você?
Bjs

Larissa Marques disse...

Nem sempre o que escrevo é sobre mim. Existem os dominadores e os dominados, este poema é um grito do dominado.
Ah, e não nasceu ainda quem me faça sentir da maneira que escrevi.

eduardo disse...

Belo poema. Tem uma sensibilidade a flor da pele.
http://dudve.blogspot.com/
http;//cartasintimas.zip.net

Claudio Eugenio Luz disse...

Poema deveras interessante pela força interior que nele subjaz. Gostei demais dessa passagem: Não tente me tomar
Não estou a disposição


hábeijos

Aerodrama disse...

"Quero saber que pecado cometi
O que fiz de tão errado pra você
E o que te dá o direito de me julgar
E o que te faz perfeito."

Simplismente perfeito, me arrepiei muito!!!!!! Muito bom mesmo.

Agradecendo sua presença em meu blog.

Um abraço,
Aerodrama.

kingthere disse...

Arrepiar é pouco. Pra mim é tradução do que já diversas vezes queríamos dizer mas a civilidade não deixa...

Adorei!

Abraço.

David Wilson disse...

o poema não sei, so em inglês que eu faço julgamentos sobre poesia, em português estou feliz se eu lembro os próprios acentos :-) , mas de novo sua sensibilidade gráfica - que bom! adorei mesmo, brilha mesmo nessa médium do internet que não apoia as artes finas não, nem suteis não, agradecido, esteja bem