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sábado, maio 20, 2006

Lábios malditos
Fazem-me morte,
Amarga como o mal,
Das palavras não ditas,
Nesse cale-se de vozes
Num trago infindo, Sem ruído,
Sem sossego,
Sem esperança.
Lábios malditos
Aprisionam-me
Tomam-me como
Cálice de silêncio e dor.
Degustam-me gota a gota,
Desço em seus cantos,
Permeando-lhes
E borrando-lhe as faces,
Com meu veneno.
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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:

7 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Desejo oculto no canto dos lábios, pode ser traduzido como vontade estancada no peito.

hábeijos

Rubo Jünger Medina disse...

Quem és tu, lábios malditos, que me fazes tanto mal...???
Beijos e bom fds.

Alexandre disse...

Talvez seja um desejo de vingança?

eduardo disse...

Lindo!!!
Amei o seu poema!!!

http;//dudve.blogspot.com

l. rafael nolli disse...

Larry! Realmente cada vez que venho aqui me surpreendo mais! Sempre há um verso de muita qualidade me esperando: esse eu apreciei muito: com um certop erotismo! Abraços!

Edilson Pantoja disse...

Lábios malditos... Língua bendita... Um Cale-se-cálice... e Sócrates tem os dias contados no amargo da cicuta.
Abraços de Belém!

Leandro Jardim disse...

Os poetas às vezes entendem porque certos religiosos malogram o prazer... esses outros porém, chatos que são, não sabem fazer o proveito certo, não percebem o ciclo que o é... sei lá, não se deixam viajar por conceitos mal resolvidos... como se algo fosse bem resolvido... por isso inventam... moda... como eu... que nem religioso sou... aenas um punhado de reticências.