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quarta-feira, maio 31, 2006


Abandonarei minha casa
Esquecerei minha vida
Meus filhos
Minha carreira
Entregarei-me ao vão das coisas
E irei embora
Sem olhar para traz
Sem bagagem
Lembrança, dor, rancor,
Calarei meus argumentos
Trarei, sim, meu regalo
Meu regaço
Minha vergonha de ser
O borbulho de, talvez, não ser
Enfim serei o nada
Que nunca deixei de ser
E nesse misto de angústia e desafeto
Entrego-me
Pois não há mais
Nem o que dizer.
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Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:

10 comentários:

Alexandre disse...

Entregue-se de alma e copro para a vida, para o destino, seja ele qual for?

Bill disse...

OLa...

Triste... Palavras que ate coração pulou..

"Enfim serei o nada
Que nunca deixei de ser"

Hum quantas vezes não acordo e durmo assim, encontrar o vazio de nós mesmos, saber que transforma-lo em algo que nos faça feliz, ou simplesmente deixar o vazio em completo silencio...

Lindo demais, parabens

Otimo dia

:***

Claudio Eugenio Luz disse...

Excelente!!! Poesia pura, minha cara; daquelas que a gente não esqueçe.

hábeijos

Aline disse...

Apaixonei-me por este poema.

Lindo.

Isac disse...

Muito bonito... Muito interessante também. A entrega sempre nos pesa a alma... vc pasou isso mto bem! Adorei mesmo... Abraçu du Isac!!!

Leandro Jardim disse...

Ah, mas continue não dizendo assim!
Esses desdizeres são (e fazem) mais sentidos do que ditos cheios de conteúdo razo. Profiro o vazio profundo.

Aline disse...

Só vim dizer, mais uma vez, que esse poema é perfeito.

:*

Anônimo disse...

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