
Abandonarei minha casa
Esquecerei minha vida
Meus filhos
Minha carreira
Entregarei-me ao vão das coisas
E irei embora
Sem olhar para traz
Sem bagagem
Lembrança, dor, rancor,
Calarei meus argumentos
Trarei, sim, meu regalo
Meu regaço
Minha vergonha de ser
O borbulho de, talvez, não ser
Enfim serei o nada
Que nunca deixei de ser
E nesse misto de angústia e desafeto
Entrego-me
Pois não há mais
Nem o que dizer.
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site. Este texto está protegido por direitos autorais. A cópia não autorizada implica penalidades previstas na Lei 9.610/98.
Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:

10 comentários:
Entregue-se de alma e copro para a vida, para o destino, seja ele qual for?
OLa...
Triste... Palavras que ate coração pulou..
"Enfim serei o nada
Que nunca deixei de ser"
Hum quantas vezes não acordo e durmo assim, encontrar o vazio de nós mesmos, saber que transforma-lo em algo que nos faça feliz, ou simplesmente deixar o vazio em completo silencio...
Lindo demais, parabens
Otimo dia
:***
Excelente!!! Poesia pura, minha cara; daquelas que a gente não esqueçe.
hábeijos
Apaixonei-me por este poema.
Lindo.
Muito bonito... Muito interessante também. A entrega sempre nos pesa a alma... vc pasou isso mto bem! Adorei mesmo... Abraçu du Isac!!!
Ah, mas continue não dizendo assim!
Esses desdizeres são (e fazem) mais sentidos do que ditos cheios de conteúdo razo. Profiro o vazio profundo.
Só vim dizer, mais uma vez, que esse poema é perfeito.
:*
Super color scheme, I like it! Good job. Go on.
»
Your site is on top of my favourites - Great work I like it.
»
I find some information here.
Postar um comentário