Pesquisar este blog

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

A cidade ferve em faróis
Valerá à pena ser veloz?
E tão concreto?
Onde será o rumo certo?
Para onde ir?
O que levar?
Em que acreditar?
Mentes hipnotizadas
Acalentam sonhos vãos
E corpos cansados do dia
Almejam a solidão
Visões poéticas
Desnudam a escuridão
Sob a luz fraca
Escondem-se placas
De sinalização
Titubeante a vista
Mais uma vida
Arrasada numa curva
Numa colisão.

Agradecimento especial ao fotógrafo Otávio Augusto Marin Martinez, que cedeu gentilmente a imagem.
O site do fotógrafo Otávio Augusto é:
visite!
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site.

4 comentários:

Evana Ribeiro disse...

Oi! Amei a poesia ^^ E amei ler seu comentário aos meus textos também! Muito obrigada! Vou adorar trocar idéias contigo. Acabou de ganhar mais uma amiga! Beijos!

Maurélio Machado disse...

Larissa,narração sobre a realidade do trânsito,principalmente em grandes centros,porem em pequenas cidades,proporcionalmente são inúmeros os casos.Parabens. Olha vá ao meu cantinho,tenho novidades. Bjss

Fada das Letras disse...

Esssa angústia de quem vive em cidade grande...e incessantemente procura algo que mitigue a solidão...adorei de verdade, lembrou-me dos anos que passei em Lisboa vendo a vida fluir á volta..

aluisio a martins rodrigues disse...

A vida ferve na fotografia e nas palavras escorregadias, cheias de sentidos possíveis de Larissa. Parabéns. Belo casamento entre verbo e imagem. Ou seria tudo imagem?