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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Quando se é verde
Não percebe-se a malícia,
O amargo do mundo.

Quando criança,
Espiava da janela
Translúcida do quarto.

Tinha esperança
De ser feliz donzela,
Ser contente de fato.

Num momento qualquer,
Em que o sol se escondia,
Num quarto de mulher,

Vi uma figura estranha,
De olhos arregalados
E medo nas entranhas.

Fiquei receosa, pois seus olhos
Eram apenas angústia,
Ânsia por algo perdido,
Jamais encontrado.

Naquele momento nada entendi,
Mas hoje sei
Que foi a mim que eu vi.
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5 comentários:

Maurélio Machado disse...

Larissa, uma premonição? a vida nos causa muitas surpresas:boas e más. Espero qque as suas sejam sempre boas e felizes. Um forte abraço e um beijão amiga

Mateus Curbeti Becker disse...

...nos leva a muitas relfexões. parabéns pelo texto! abraço do amigo.

Mauro Gouvea disse...

A profundidade de sua poesia nos remete à introspecção. Convido-a a ler meu texto "Sou", acredito que caminhamos pelos mesmos espaços!

Flavyann disse...

Larissa

Pelas suas palavras, este deve ter sido um momento de reflexão! Adorei a expressividade do texto..beijos

Antônio Alves disse...

Um jogo espelhado de características mutáveis em determinados momentos da mesma vida. Os "eus" se encontram e desencontram na sua poesia. Abraços.