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sábado, fevereiro 11, 2006

Meu dicionário interno me tortura
Guarda vários vocábulos
Mas eles só se dobram
E se calam
Por que os dias nascem tão cedo?
E essas palavras não se libertam?
Estão presas em meu ventre absurdo
Causam-me ecos n’alma
E nunca o silêncio fez tanto sentido
Nuca meus olhos estiveram tão secos
E minhas mãos tão vazias
Temo que elas saiam
De meu regaço ferido
E desatem todos os meus elos com a razão
E façam-me em pedaços
Mas que deixem por fim, meu olho esquerdo,
Que abriga meu sarcasmo corrosivo.

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Um comentário:

Maurélio Machado disse...

Larissa,poetisa querida,uma entre milhares, sintetizas o que te vai n'alma. Bjss