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segunda-feira, fevereiro 06, 2006


Depois da sede inquieta, a saciedade,
A aceitação, o último confronto brando.
Como se essa calmaria fosse verdade
E essa ânsia derradeira fosse só entrando

Onde as tragédias antes esquecidas
Eram lançadas, trancadas, silenciadas.
Mas naquele calabouço soavam ecos
De uma alma agonizante por séculos

Que apenas se esqueceu de si mesma
E ainda vive, quase morta, mas vive.
Vá morte me leve agora, sem demora!

Leve-me, que não quero mais sofrer,
Não, não me leve quero ainda viver,
Quero ser o guerreiro que fui outrora.

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3 comentários:

Luciana disse...

Lembrou-me uma poetisa portuguesa, Florbela Espanca, conhece?

Paulo Carvalho disse...

calmaê isso foi um soneto? hehehe! nossa, um condor passou voando por aqui e deu um grito!

Alex Mendes disse...

Ou então Florbela Espanca encarnou e epifanicamente, por sua mão, psicografou essa maravilha.