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sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Exala de teu corpo a podridão que nele sempre habitou
E entorpecido o universo se cala diante da comoção larval
Evocando a escuridão de cada confim cósmico
Para tomar o ventre do moribundo
Para a adoração derradeira do maldito
Choram tuas mulheres, e tuas crianças,
Enquanto um último calafrio percorre-lhe as carnes
E um amargor profundo toma-lhe as vísceras
E em momento extremo rende-se a compaixão mórbida
Exaurido e inválido cai.
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2 comentários:

Flavyann disse...

Larissa

Gostei da sutileza das palavras em descrever o fim de um ser! Voltarei outras vezes por aqui. Um abraço e visita meu blig: www.pequenostextosbucolicos.blig.ig.com.br

Túlio Reis disse...

Gostei muito deste poema. Espero nunca encontrar tal figura! Brincadeira, valeu a forma e o conteúdo. Obrigado por acessar meus textos, bem como pelos comentários. Túlio Reis