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terça-feira, fevereiro 21, 2006


Fragmento urbano

Fragmento humano
No meio do concreto urbano
Nas estradas negras
Tumultuadas e cheias
O homem caminha só
Entre a fumaça e o excremento
Num céu púrpuro, quase cinzento.
Fragmento urbano
Injetado nas veias entupidas
Pela violência estúpida
Provocam a estagnação do movimento
Meninas violadas
Tarjas pretas de luto
O tédio e a solidão são absolutos.
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10 comentários:

Alex Mendes disse...

Pois eu sim, Larissa, ouso referir-me à sua visão de mundo e vida! Como poderei me expressar melhor? Bem, tudo indica, pelo quanto e superficialmente nos conhecemos, que você vive conflitos. E uma vez superados esses conflitos, eles lhe alteram, eles lhe tornam mais elaborada e diferente, eles lhe mutam para que melhor se adapte ao ambiente. Então disso, nasce um olhar novo, um olhar que é lançado sobre o mundo ao seu redor e nos dá pérolas como essa. Eu estou grato.

Alex Mendes disse...

Ah, eu fiz um poema, um olhar sobre a Goianésia urbana sob o sol do Outono em 2001. Foi escrito no mesmo ano. Vá ao meu blog e leia.

Antônio Alves disse...

Que poema delicioso, Larissa! É um fragmento do fragmento urbano. As próprias palavras são cinzas, como "A Flor e a Náusea", de Drummond. Concreto, negras, tumultuadas, fumaça, excremento, cinzento, entupidas, violência, estagnação, violadas, luto, tédio, solidão, são como tiros na cabeça. Você explora bem a melancolia da cidade diante da frieza e poluição da alma. Até mais! Antônio Alves.

M VILANOVA disse...

É, o cinzento permeia os nossos centros urbanos...E vc, poetiza, marvilhosa como é consegue extrair poesia desse cinza. Abç.

Anderson Alcântara disse...

Larissa, você cresce em cada poema. Não me refiro à sua visão de mundo e de vida, mas forma como consegue dizer. Consegue transformar um vômito interno em poesia. Consegue tornar belo um escarro mental. Brinca com o tédio, com a solidão como se fossem bolas de algodão. Beijos.

aluisio disse...

Tudo nesse perfeito foi dito. Agora cabe somente reflexão e luto.

Paulo Carvalho disse...

Belo excremento urbano. lembrou-me "a flor e a náusea" de Drummond. gosto da sua crueza. nao percebi nenhuma esperança feia nascendo. adorei! bjao.

Anônimo disse...

Oi, Larissa

Obrigado pela visita. Estou com dois empregos aqui em Floripa e quase não tenho tempo para ler o que me enviam. Qualquer hora destas voltarei para ver seu estilo nos diversos gêneros que explora.

Akeza disse...

Fico muito contente por ler teus textos inteligentes e carregados de uma profundidade... Espero que sejamos amigas e que sempre possamos nos reencontrar.

edson jesus disse...

Lindo de mais teus poemas....Parabens... Sou um amante da poesia dos poemas das belas palavras. Continue inspirada para deslumbrarmos essa maravilha que Deus lhe deu. Parabens!!!!