Pesquisar este blog

sexta-feira, fevereiro 24, 2006


Uma lágrima de compreensão desce frágil
Do lado esquerdo do rosto
Silenciosa, relutante e aflita.
Percorrera a face rosada
Que ainda inconformada
É tomada pelo rubor.
Cansada pousa ali
Até que outras venham ao seu encontro,
Para dar-te força,
Dar-te profundidade,
Dar-te compreensão.
Até que pesem o bastante,
E caiam,
Como as verdades reunidas,
Na aceitação do inevitável.
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site.

6 comentários:

Alex Mendes disse...

Fui ler exatamente no momento em que uma lágrima temia em fugir e eu temia em segurá-la... Foi inevitável. Ótimo. Obviamente é uma escritora capaz e profissional, porque conhece suas palavras, e delas tem real posse, que faz do escrever uma extensão do sentir. Beijos Culturais. Alex Mendes.

Raferty disse...

A válvula de escape de uma situação estressante aqui descrita em brilhante poesia. Meus parabéns!

Antônio Alves disse...

Interessante perceber que a solidão se reflete na lágrima, que espera a vinda de outras para que não seja a única a, simplesmente, cair. A queda é a razão da existência da lágrima, não é de modo algum um fato penoso para ela, mas sim a possibilidade de cair sem ninguém, de viver sem ninguém. É isso daí, Larissa, congratulações! Você precisa vir a Goianésia paricipar de uma reunião da Sociedade dos Poetas Vivos, seria uma honra para nós. Abraços!

Anderson de Araujo disse...

As lágrimas são um feixe que deixa a tristeza que nossa alma esconde sair, para podermos novamente sentir todos aqueles sentimentos que nunca queremos sentir ou queremos viver somente nele, as lagrimas é apenas para limpar nossa alma, para poder chegar toda aquela alegria e amor, que esta por vir, até mais poetisa... Bjs...

Eduardo Sabino disse...

O que sinto ao ler poemas como este, não vem do tema do poema em si, afinal como diz Quintana: um poema sempre fala de outra coisa. Então,comentemos aqui sua sensibilidade e talento indiscutíveis! Neste poema a "tristeza" soa com uma beleza incomensurável. As palavras, muito bem escolhidas, produzem um belo efeito. E as lágrimas dos leitores descem inevitavelmente, admiradas...

Pedro Rose disse...

Lindo blog. ;)
beijo.